
Quando fotografamos uma paisagem utilizando ferramentas de correção de iluminação, resolução e realce de cores disponíveis em nossos smartphones, dizemo-nos autores da foto. Mas e quando utilizamos tecnologias mais avançadas, como IA, para gerar imagens únicas e belas? Quem é o real artista por trás da obra?
Em resposta, Allen afirmou ter trabalhado por mais de 80 horas na criação da peça, desenvolvendo complexas construções frasais para guiar a IA, combinando estilos, objetos, cores, tons e ajustes de iluminação. Ao todo, o autor produziu mais de 900 combinações descritivas para obter a arte final, que foi submetida na categoria destinada a trabalhos que utilizam tecnologias digitais como parte do processo criativo.

Cal Duran, professor de artes e um dos jurados da competição, reafirmou sua decisão, comentando que o trabalho de Allen é uma bela obra, e que a IA pode oferecer mais oportunidades para pessoas que não se reconhecem enquanto artistas nas formas convencionais.
Anderson Rocha, coordenador do Recod.ai, lembra que algo similar aconteceu em 1917, quando Marcel Duchamp chocou a comunidade artística de Nova York ao exibir um mictório de porcelana na exibição da Sociedade de Artistas Independentes, levando centenas de pessoas a se questionarem sobre o que leva uma obra a ser verdadeiramente artística.